quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Floresta Amazônica está perdendo sua capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2).



O principal gás do efeito estufa na atmosfera, devido ao excesso de mortalidade de árvores. Um estudo realizado pelos pesquisadores, que estudaram durante mais de 30 anos o destino de 321 parcelas da floresta amazônica, acompanhando o crescimento de 200.000 árvores, registrando o desaparecimento e o nascimento de cada uma delas ao longo dos anos.

Por décadas, a Amazônia desempenhou um papel de "sequestrador de carbono", absorvendo mais carbono do que rejeitando, ajudando a limitar o impacto do aquecimento global. Mas isso está mudando, de acordo com os resultados deste estudo, realizado por cerca de 100 cientistas de oito países liderados pela Universidade de Leeds.

A conservação pela floresta amazônica, de um máximo de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono armazenado anualmente na década de 1990, foi reduzida para metade, agora ultrapassado por emissões fósseis da América Latina, segundo o estudo.

O aumento de CO2 na atmosfera, um dos componentes-chave para a fotossíntese, inicialmente favoreceu a capacidade de armazenamento das árvores amazônicas e seu crescimento. Mas uma mudança de regime parece estar próxima, já que o crescimento mais rápido também é acompanhado por um aumento da mortalidade, segundo o estudo.

Outros fatores também podem contribuir para explicar essa mortalidade, incluindo a seca e excepcionalmente altas temperaturas. O estudo mostra que o aumento da mortalidade começou muito antes da grande seca de 2005, mas também mostra que a seca de 2005 e 2010 levaram à morte de milhões de árvores e muito mais.

Em todos os lugares na Terra, até mesmo as florestas intactas estão mudando. As florestas nos ajudam mito, mas não podemos apenas contar com ela para resolvermos o problema do carbono. É preciso tomar medidas para reduzir ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa para estabilizar nosso clima.
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