domingo, 14 de julho de 2019

Saiba mais!!! Quais são os principais métodos geofísicos mais utilizados para investigações ambientais.





Fique por dentro!!!

Quais são os principais métodos geofísicos mais utilizados para investigações ambientais.
Existe uma variedade de métodos geofísicos que podem ser utilizados nos estudos ambientais, porém os principais e mais adequados métodos, que comumente são aplicados à investigação da contaminação do solo e da água subterrânea, são o geo-radar (GPR), o eletromagnético indutivo (EM), a eletrorresistividade (ER) e a magnetometria.
A vantagem desses métodos em relação a outros métodos geofísicos consiste basicamente na capacidade de detecção direta da contaminação subterrânea e não apenas na identificação das feições geológicas das áreas em estudo.
-Geo-radar (Ground Penetrating Radar – GPR)
 propriedade física: permissividade dielétrica;
princípio: onda eletromagnética refratada e refletida;
aplicação: caracterização geológica e hidrogeológica, localização de resíduos enterrados, localização de dutos e galerias subterrâneas, cubagem em aterros e lixões e detecção de contaminação orgânica ou inorgânica.
- Eletromagnético indutivo (EM)
 propriedade física: condutividade elétrica;
princípio: indução de campo eletromagnético no subsolo;
aplicação: definição das condições hidrogeológicas naturais, localização de resíduos, tambores e tanques enterrados, galerias subterrâneas e delimitação de plumas de contaminação inorgânica.
 -Eletrorresistividade (ER)
propriedade física: resistividade elétrica;
princípio: injeção de corrente no solo;
aplicação: caracterização hidrogeológica, determinação dos estratos geológicos, localização de resíduos enterrados e mapeamento de plumas de contaminantes inorgânicos.
 -Magnetometria (método magnético)
 propriedade física: suscetibilidade magnética;
princípio: determinação de anomalias de materiais ferromagnéticos;
aplicação: localização de tanques, tambores e de resíduos metálicos ferrosos enterrados.
(fonte:geonalisys)


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Fique por dentro!!! O que é GEOFÍSICA AMBIENTAL?




O que é GEOFÍSICA AMBIENTAL?
A Geofísica Ambiental é a área da Geofísica que estuda, avalia e procura soluções que possam minimizar os efeitos danosos causados pela disposição de resíduos em interação direta com o meio ambiente.
A natureza não invasiva dos métodos geofísicos (não afetam e não destroem camadas selantes naturais ou artificiais), aliada ao baixo custo, rapidez e facilidade de aplicação dos ensaios, torna-os particularmente adequados para aplicação no estudo de tais problemas. De uma forma geral a utilização de geofísica na caracterização de uma área afetada por substâncias poluentes consiste na detecção e mapeamento da área afetada, profundidade da zona saturada, direção do fluxo subterrâneo e profundidade do substrato rochoso. O estudo dessas características possibilita a avaliação do nível de poluição do local para orientar medidas de monitoramento e remediação da área afetada.
 Métodos geofísicos utilizados
De uma forma geral a utilização de geofísica na caracterização de uma área afetada por substâncias poluentes consiste na obtenção de informações a respeito da detecção e mapeamento da extensão da área afetada, profundidade da zona saturada, direção do fluxo subterrâneo e profundidade substrato rochoso inalterado. Em alguns casos informações mais específicas podem ser importantes, como velocidade de fluxo, presença de fraturas e fluxo na zona saturada, avaliação de interação entre os poluentes e o meio físico, detecção de tipos específicos de materiais em áreas de disposição de resíduos, definição da espessura e estrutura de depósitos de resíduos.
O fator determinante na escolha do método geofísico adequado ao estudo de um local com problema de poluição ambiental refere-se ao tipo de informação necessária para avaliação do problema. Vários métodos geofísicos são aplicados em estudos ambientais, mas o maior potencial de aplicação é apresentado atualmente pelos métodos da eletrorresistividade e eletromagnético indutivo. A seguir são descritos brevemente como os principais métodos geofísicos são utilizados em trabalhos de Geofísica Ambiental.
Método da Eletrorresistividade
Esse método geofísico emprega uma corrente elétrica artificial que é introduzida no terreno através de dois eletrodos com o objetivo de medir o potencial gerado em outros dois eletrodos nas proximidades do fluxo de corrente. As relações entre corrente elétrica, potencial elétrico e disposição geométrica dos eletrodos no terreno permitem calcular a resistividade real ou aparente em subsuperfície.
O parâmetro resistividade é o inverso da condutividade elétrica, e pode ser considerado como a resistência dos materiais em conduzir a corrente elétrica. A resistividade de solos e rochas é  afetada principalmente por quatro fatores:
Composição mineralógica;
Porosidade;
Teor em água;
Quantidade e natureza dos sais dissolvidos.
Dentre esses fatores, os mais importantes são, sem dúvida, a quantidade de água contida e a salinidade dessa água. O aumento do valor desses fatores, teor de umidade e quantidade de sais dissolvidos, leva a uma diminuição dos valores de resistividade. Essa condição é que permite a imensa possibilidade de aplicação do método em estudos ambientais e hidro geológicos, pois normalmente as substâncias contaminantes geram líquidos com alta concentração em sais.
O método da eletrorresistividade, através das técnicas de sondagem elétrica e caminhamento elétrico, é um dos mais utilizados em estudos ambientais, podendo fornecer informações sobre o perfil natural do solo, profundidade do substrato rochosos e zona saturada, detecção e mapeamento de contaminação.
Método Eletromagnético Indutivo
Os métodos eletromagnéticos envolvem a propagação de campos eletromagnéticos de baixa freqüência e baseiam-se nos fenômenos físicos de eletricidade e magnetismo. Quando uma corrente elétrica passa por uma bobina, é gerado um campo magnético nas vizinhanças dessa bobina. A corrente AC fluindo na bobina cria um campo eletromagnético primário nas proximidades da bobina, que causa o fluxo de correntes secundárias em qualquer condutor presente. As correntes secundárias, ao fluirem pelo condutor criam um novo campo, o campo magnético secundário, que traz consigo informações sobre o condutor. Esse processo é conhecido como indução eletromagnética.
Os equipamentos no método eletromagnético indutivo podem ser denominados genericamente de condutivímetros. O condutivímetro é composto de duas bobinas (emissão e recepção). A bobina transmissora emite um campo magnético primário, que induz, em subsuperfície, correntes elétricas, que geram um campo secundário, como visto anteriormente. A combinação destes dois campos é medida pela receptora, e o equipamento é construído de forma a fornecer a leitura direta da condutividade.
Os dados de condutividade podem ser plotados em perfis, em função da distância, e um conjunto de perfis permite a confecção de mapas de condutividade aparente, que em casos de áreas contaminadas possibilitam a localização e mapeamento da extensão da pluma.  Informações sobre a presença de zonas de fratura e fluxo de águas subterrâneas também podem ser obtidas com o método.  
Radar de Penetração no Solo (GPR)
A técnica de radar de penetração no solo (Ground penetrating radar - GPR) ou georadar oferece uma nova forma de investigação de condições geológicas e geotécnicas rasas. O radar produz uma onda eletromagnética de alta frequência (10-1000 MHz) que é transmitido ao solo, onde a propagação do sinal depende das propriedades elétricas dos materiais existentes. Mudanças das propriedades elétricas do meio geológico fazem com que parte do sinal transmitido seja refletido. O sinal refletido é detectado por um receptor onde é amplificado, digitalizado e armazenado, para ser processado e transformado em registro (radar grama). O GPR oferece a possibilidade de mapeamento com alta resolução de feições e estruturas geológicas.
Em estudos ambientais o GPR tem sido aplicado no mapeamento detalhado de estruturas, topografia do topo rochoso  e profundidade do nível d’água, e no mapeamento de plumas contaminantes. Uma outra possibilidade de utilização do método é na detecção e avaliação das condições de recipientes enterrados com substâncias perigosas, bem como para avaliar  tubulações enterradas. Essa linha mostra grandes perspectivas para a indústria petrolífera, onde as condições gerais de obras enterradas como oleodutos, gasodutos e tanques podem vir a ser avaliados e monitorados através do GPR.
Métodos Sísmicos
Os métodos sísmicos utilizam a propagação de ondas elásticas (geradas artificialmente na superfície) através do meio investigado, com base no fato de que as velocidades de propagação dessas ondas variam em função das propriedades elásticas de solos e rochas. Em interfaces onde a densidade ou velocidade sísmica sofrem mudanças, as ondas sísmicas sofrem os fenômenos de refração ou reflexão. Essas ondas, depois de percorrerem o meio geológico e sofrerem os fenômenos citados acima, são captadas em sensores denominados geofones, que enviam os sinais para serem transformados em registros sísmicos (sismogramas) nos sismógrafos. Pela análise do tempo de percurso das ondas entre o momento de sua geração (tiro sísmico) e o registro do sinal sísmico, podem ser calculadas a velocidade de onda dos meios investigados e as profundidades das interfaces (refratores ou refletores).
Embora sejam consagrados e amplamente utilizados com bons resultados em uma diversidade de estudos relacionados à Geologia de Engenharia, no caso de estudos ambientais, os métodos sísmicos normalmente têm ficado restritos ao mapeamento da topografia do topo rochoso e da estrutura de depósitos de resíduos. Devido aos grandes contrastes de densidade dos materiais presentes em um aterro sanitário (resíduos e cobertura são bastante porosos e pouco compactados; materiais geológicos da base são muito mais densos e compactos), utilização da sísmica uma permite uma boa definição das interfaces entre esses materiais.
Magnetometria
Mudanças locais no campo magnético terrestre resultam de variações no conteúdo mineral magnético de rochas próximas da superfície. No caso de estudos ambientais, o interesse não é por rochas, mas sim por restos de materiais ferrosos e tambores enterrados, que também causam anomalias magnéticas. Tambores enterrados com substâncias perigosas (inclusive radioativas) constituem um problema ambiental em países desenvolvidos. A existência de tambores enterrados com substâncias tóxicas pode ser detectada com ensaio magnético. Normalmente esses tambores são fabricados com materiais ferrosos, e uma vez que são enterrados a alguma profundidade (alguns poucos metros) agem como fonte de anomalia magnética. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019





OUTORGAS (LICENÇAS) DE DIREITO DE USO DA ÁGUA.
Em qualquer tipo de intervenção ou uso de recursos hídricos, é necessário que se obtenha a outorga ou o licenciamento nos órgãos ambientais responsáveis. A H2O Soluções em Meio Ambiente e Água realiza, dentre outros serviços:
Outorgas para regularização de uso dos recursos hídricos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro;
Licenças de captação de águas superficiais, travessias, barramentos, poços de água subterrânea e lançamentos de efluentes em corpos d’água;
Cadastramento nas Vigilâncias Sanitárias municipais e monitoramento mensal da qualidade da água, conforme exigências da VISA;
Obtenção de Parecer Técnico junto à CETESB, para o caso onde existam áreas contaminadas próximas ao poço e/ou captação.
LICENCIAMENTO PARA ÁGUA MINERAL
A exploração de água mineral pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa, desde que este possua uma Portaria de Lavra, isto é, uma autorização do Governo Federal concedida através do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. Para se realizar o engarrafamento de água mineral, por exemplo, existem procedimentos técnicos e legais que precisam ser cumpridos. A H2O Soluções em Meio Ambiente e Água presta assessoria desde o início até a finalização desse processo, executando serviços tais como:
Elaboração do Plano de Pesquisa e requerimento do Alvará de Pesquisa (autorização para se pesquisar água mineral numa dada região);
Execução da Pesquisa para exploração de Água Mineral abrangendo todas as etapas necessárias (mapeamento, perfuração dos poços e relatório final de pesquisa);
Elaboração do Plano de Aproveitamento Econômico, ou o anteprojeto da mineração e do engarrafamento da água mineral;
Requerimento do Pedido de Lavra e Licenciamento junto aos órgãos ambientais envolvidos;
Projeto da indústria e definição dos equipamentos de engarrafamento.

Saiba mais sobre nossos serviços

Conheça nosso site: www.h2oonline.com.br

(www.h2oonline)

sábado, 4 de maio de 2019

Fique por dentro!!! O que é e para que serve a Biorremediação?




O que é e para que serve a Biorremediação?

Biorremediação é o nome que recebe o processo em que os organismos vivos como plantas ou microrganismos podem ser usados para remoção ou redução das concentrações de substâncias poluentes em ambientes onde se encontram. Esse método vem sendo recomendado pela comunidade científica, pois não causa poluição secundária, ou então causa menos do que os outros métodos. Essa ação, no entanto, não é imediata, pois mesmo os seres que conseguem absorver as substâncias químicas pesadas para limpeza da área afeada tem seus limites e ação condicionada. Por isso, empresas vêm trabalhando em pesquisas e desenvolvimento genético dos organismos de forma a modificar os genes aumentando sua capacidade de absorção dessas substâncias, ou seja, a capacidade de despoluir.
Esse processo veio como uma solução para um problema antigo: quando falava-se em reconstituir uma área afetada, tratava-se da coleta e retirada do material que contaminava o local, mas sem saber onde colocá-lo. Isso gerava risco de contaminação de um segundo lugar.
Outro processo que, atualmente ainda é usado, é o esquecimento. Esse consiste apenas no isolamento da área e na espera de que a natureza consiga promover sua limpeza.
Objetivos
O processo tem como objetivo promover a restauração do equilíbrio ecológico em determinado ambiente que foi afetado pela poluição. Além disso, visa proteger as espécies preservando a cadeia alimentar em todos os níveis trópicos.
Onde pode ser aplicado?
Esse processo vem sendo adorado por muitos países que acabam investindo milhões de dólares nisto. Entre os que mais tem investido nessa tecnologia estão os Estados Unidos e os países da Europa. O método pode ser implantado em águas subterrâneas ou superficiais, assim como solos e efluentes industriais.
Como funciona?
Os processos de biorremediação, entre si, são muito particulares, precisando quase sempre passar por uma adequação e otimização para diferentes locais que foram afetados pela poluição. Para que isso funcione, é preciso analisar alguns pontos e passar por um processo:
Avaliação da natureza do composto que será usado
Caracterização da poluição – contaminação do ambiente
Planejamento do melhor tipo de biorremediação que pode ser usado
Decisão por biorremediação in situ ou ex situ
Com isso, deve-se escolher o tipo de processo de biorremediação: usando plantas ou microrganismos.
(Fonte: estudopratico)



domingo, 28 de abril de 2019

Você sabia!!! Dez maiores cidades do Vale têm agrotóxicos na água!!!




Dez maiores cidades do Vale têm agrotóxicos na água, diz estudo.
Investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e Public Eye revela que um coquetel que mistura 27 agrotóxicos foi encontrado na água de abastecimento das 10 maiores cidades do Vale do Paraíba entre 2014 e 2017.

Da redação@jornalovale | @jornalovale
Coquetel que mistura diferentes agrotóxicos foi encontrado na água das 10 maiores cidades da RMVale --80% da população da região-- entre 2014 e 2017. No período, as empresas de abastecimento detectaram todos os 27 pesticidas que são obrigados por lei a testar.
Desses, 16 são classificados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como extremamente ou altamente tóxicos e 11 estão associados ao desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer, malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas.
Os dados são do Ministério da Saúde e foram obtidos e tratados em investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye.
Segundo as agências, as informações são parte do Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento.
Dos 27 agrotóxicos monitorados, de acordo com o levantamento, 20 são listados como altamente perigosos pela Pesticide Action Network, grupo que reúne centenas de organizações não governamentais que trabalham para monitorar os efeitos dos agrotóxicos.
Para a lei brasileira, porém, o problema é pequeno. Apenas 0,3% de todos os casos detectados de 2014 a 2017 ultrapassaram o nível considerado seguro para cada substância.
No Vale, Jacareí, Ubatuba e São José tiveram os piores resultados no estudo, respectivamente com 25, 24 e 22 agrotóxicos detectados na água acima do limite considerado seguro na UE (União Europeia).
As demais cidades também registraram número de pesticidas superior ao limite da UE: 17 em Pinda, 16 em Caraguatatuba, 14 em Lorena, 12 em Taubaté e 10 em Guaratinguetá.
(Fonte:ovale.com.br)

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Fique por dentro!!! O tratamento de água




O "Tratamento de Água" é um longo processo de transformação pelo qual a água passa, até chegar em condições de uso para abastecer a população, independente da função que ela terá.
Assim, depois de captada nos rios barragens ou poços, a água é levada para a estação de tratamento, onde passa por várias etapas, que será mais complexo dependendo das impurezas existentes na água.
Etapas de Tratamento da Água
O tratamento de água é feito por químicos, biólogos, ou outros profissionais de áreas laboratoriais, que seguem várias etapas, a saber:
Oxidação: a primeira etapa do processo é misturar cloro na água para oxidar os metais presentes, principalmente o ferro e o manganês, que se apresentam dissolvidos na água.
Coagulação e Floculação: a água é misturada com o sulfato de alumínio, um coagulante que possui propriedades que ajudam a formar flocos gelatinosos, que vai servir para unir as impurezas e facilitar sua remoção. A floculação irá agitar a água, com a ajuda de pás giratórias.
Decantação: nessa etapa, a água passa lentamente pelos decantadores, permanecendo assim de 2 a 3 horas. Esse processo facilita que os flocos de impurezas se depositem no fundo do decantador.
Filtração: após passar pelos decantadores, a água vai para os filtros, onde são retiradas as impurezas que permanecem na água. Os filtros são formados por camadas de carvão ativado, que retira o odor e o sabor das substâncias químicas utilizadas. Por areia, que filtra as impurezas restantes e por cascalho que tem a função de sustentar a areia e o carão.
Desinfecção: o cloro é usado para a destruição de micro-organismos presentes na água. A ozonização e a exposição à radiação ultravioleta também podem ser usadas nesse processo.
Fluoretação: depois de ser filtrada, a água já está potável, nessa etapa é adicionado cloro e o flúor para a prevenção de cáries.
Correção do pH: nessa etapa, se necessário, é adicionado mais cal hidratado para a correção do pH.
Ortopolifosfato de Sódio: é acrescentado na última etapa, para proteger a tubulação contra a corrosão e a oxidação.
Por fim, a água está pronta para o consumo, permanecendo armazenada em reservatórios fechados e impermeabilizados, para então ser distribuída para a população.
O complemento de todo esse processo é um trabalho contínuo de conservação e vigilância, com a tomada de amostras em diversos pontos do sistema e análises físicas, químicas e biológicas, para garantir a qualidade sanitária da água a ser consumida.
(Fonte:todamatéria)

segunda-feira, 25 de março de 2019

O risco da perfuração de poços artesianos.




      Saiba Mais!!!

O risco da perfuração de poços artesianos.

Artigo de Dirceu D’Alkmin Telles, consultor da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT)
A escassez de chuvas acabou por despertar a busca por fontes alternativas de água. Em meio a algumas iniciativas louváveis, surgem outras que causam preocupação. É o caso da grande maioria dos poços artesianos perfurados atualmente.
Mesmo com a fiscalização do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), a maioria absoluta dos poços é clandestina e opera de forma inadequada, o que pode contaminar aquíferos, particularmente quando são desativados. Em Ribeirão Preto, conforme o Plano de Saneamento Básico do município há 82 poços nessas condições que afetam o Aquífero Guarani, reservatório subterrâneo com capacidade de 37 milhões de quilômetros cúbicos de água que ocupa áreas no Uruguai, na Argentina, no Paraguai e, principalmente, no Brasil.
Poços clandestinos também expõem a população a graves problemas de saúde. Sem prévia análise técnica, corre-se o risco de se utilizar água proveniente de aquíferos de solos contaminados. Esse tipo de comprometimento é o principal limitador de empreendimentos imobiliários no Estado de São Paulo. A descontaminação é trabalhosa, demorada e inviável economicamente.
A exploração excessiva compromete os níveis dos aquíferos. No caso Aquífero Guarani, o Programa Estratégico elaborado por pesquisadores dos quatro países em 2009 aponta a perda de capacidade como resultada da extração em níveis superiores à recarga e propõe a restrição à perfuração de poços.
Ainda assim, a alternativa se populariza entre condomínios. Boa parte da capital paulista situa-se sobre o Aquífero São Paulo, que ocupa cerca de 1.000 km² que abrangem ainda Guarulhos, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes e outras cidades. Sua vazão ideal é de 2,8 litros por segundo, podendo chegar a 11 litros por segundo. No caso de um condomínio que possua 100 apartamentos, cada um habitado por cinco pessoas, o consumo giraria por volta de 100 mil litros diários.
A água de reuso pode atender a fins menos exigentes quanto à qualidade e, dessa forma, reduzir o consumo da água tratada, que deve ter como destino usos mais nobres. Um projeto nesse sentido deve priorizar o tratamento de água que já foi usada ou o aproveitamento de águas de chuva. Um projeto de reúso deve considerar, primeiramente, a qualidade da água a ser reutilizada e a qualidade exigida pelo futuro aproveitamento. Esta questão deverá definir a metodologia (processos de tratamento) a ser aplicada no tratamento e o seu custo.
(fonte: aecweb)



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