quinta-feira, 14 de maio de 2020

Gerador de vapor passivo purifica e dessaliniza água



Gerador de vapor passivo purifica e dessaliniza água
O material esquenta ao absorver raios infravermelhos da luz solar, aumentando a evaporação em até cinco vezes .

Gerador solar de vapor
Pesquisadores suecos construíram um gerador de vapor passivo e de alta eficiência, para a purificação e dessalinização de água, usando apenas materiais baratos e naturais, como a celulose.
E, melhor de tudo, ele funciona unicamente com energia solar.
"A taxa de produção de vapor é de 4 a 5 vezes maior do que a da evaporação direta da água, o que significa que podemos purificar mais água," disse o professor Simone Fabiano, da Universidade de Linkoping.
O gerador de vapor consiste em um aerogel fabricado com celulose misturada com o polímero conjugado orgânico PEDOT:PSS.
O aerogel possui uma nanoestrutura porosa, o que significa que grandes quantidades de água podem ser absorvidas pelos poros. E o polímero tem a capacidade de absorver a energia da luz solar, principalmente na parte infravermelha do espectro, a radiação que transporta a maior parte do calor do sol.
"Uma camada de 2 mm deste material pode absorver 99% da energia no espectro solar," disse Fabiano.
Gerador de vapor passivo purifica e dessaliniza água

Esquema do evaporador solar.


Evaporador solar
Para a montagem final do evaporador solar, uma espuma flutuante é posta entre a água e o aerogel, de modo que o gerador de vapor seja mantido na superfície, qualquer que seja o volume de água. O calor do sol vaporiza a água, enquanto o sal e outros materiais ficam retidos no aerogel.
"O aerogel é durável e pode ser limpo, por exemplo, em água salgada, de forma que ele pode ser usado novamente imediatamente. Isso pode ser repetido várias vezes. A água que passa pelo sistema por evaporação se torna água potável de alta qualidade," disse o pesquisador Tero-Petri Ruoko.
A equipe está estudando como escalonar a fabricação do aerogel, para que ele possa ser produzido em larga escala.
FONTE: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=gerador-vapor-passivo-purifica-dessaliniza-agua&id=010125200511#.Xr04gWXPyUl 



quinta-feira, 23 de abril de 2020

Com isolamento, cai a poluição do ar em São Paulo




Concentração máxima de monóxido na marginal Tietê foi de 1,0 ppm



A quarentena estabelecida no estado de São Paulo, em função da pandemia do  novo coronavírus (covid-19), provocou a diminuição das atividades econômica e, consequentemente, a circulação de veículos, reduzindo as emissões de substâncias poluentes na atmosfera na região metropolitana de São Paulo. Desde o dia 20 de março, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) tem registrado, em todas as 29 estações de monitoramento da região, qualidade do ar boa para os poluentes primários, que são emitidos diretamente pelas fontes poluidoras.
De acordo com a Cetesb, além do menor número de veículos em circulação, as condições mais livres do trânsito e a ausência de engarrafamentos vêm contribuindo para uma menor emissão de poluentes. A companhia esclarece que a qualidade do ar também é fortemente influenciada pelas condições meteorológicas de dispersão dos poluentes, o que torna complexo quantificar exatamente a contribuição da redução atual das atividades na melhoria da qualidade do ar.
Os níveis de monóxido de carbono (CO), que é um indicador da emissão poluente de veículos leves em grandes centros urbanos, estão atualmente entre os mais baixos para meses de março na região. Durante este período de quarentena, a Cetesb observou, nas 13 estações que medem esse poluente na região metropolitana, que a queda dos níveis de CO foi mais acentuada nas estações próximas às grandes vias de tráfego.
“Temos redução bastante significativa nas grandes vias, mas ainda tem movimento. Mas, nos bairros, a queda na movimentação caiu e a qualidade do ar melhorou. O movimento caiu muito mais do que na época de férias, apesar do movimento ainda grande nas marginais, é uma queda drástica. Mas estamos com condições meteorológicas muito boas e isso faz também com que a poluição realmente caia bastante”, disse a gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, Maria Lucia Gonçalves Guardani.
“O CO é evidente quando se tem emissão veicular como principal responsável por emissão, quando ele cai significa que tiramos veículos nas ruas, o maior responsável pela poluição”, acrescentou.
A concentração máxima foi de 1,0 ppm (partes por milhão), em uma média de oito horas, verificada na estação Marginal Tietê – Ponte dos Remédios, frente a um padrão de 9 ppm. Embora tenha havido uma queda dos níveis deste poluente devido à diminuição das atividades, esse padrão não é ultrapassado desde 2008 na região metropolitana, em função de programas de controle desenvolvidos ao longo do tempo.
Por outro lado, destaca a Cetesb, é necessário dispor de um período mais extenso de dias para obter uma análise mais conclusiva dos impactos advindos da redução das atividades econômicas e de circulação na qualidade do ar em todo o Estado, fundamentada em técnicas consolidadas.

Política públicas

Para o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e mestre em Ciências Florestais, André Ferretti, a situação deve voltar ao que era antes da pandemia, e isso alerta para a necessidade de pensar em políticas para o meio ambiente.
“Uma vez que a pandemia passe, a situação vai voltar o que era antes. Portanto, é mais do que evidente a necessidade de se investir em políticas públicas ambientais e de mobilidade para controlar essas emissões, como incentivo a combustíveis limpos e motores elétricos, redução de transporte individual por motor a combustão, além de educação para mudar o comportamento das pessoas.”
Ele destaca, ainda, que a melhora na qualidade do ar vai ajudar quem tem doenças respiratórias. “Além disso, a queda nas concentrações de monóxido de carbono, que é um gás extremamente tóxico, vai ajudar na redução da quantidade de pessoas com problemas respiratórios, sobretudo com a proximidade do inverno, época do ano em que esses efeitos se agravam.”
A Cetesb continuará a acompanhar a situação e também permanecerá medindo continuamente a qualidade do ar em tempo real, em toda a sua rede de estações automáticas. O monitoramento pode ser acompanhado na página da Cetesb na internet, assim como nos relógios de rua e no aplicativo para celular.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Quarentena em todo o mundo deixou a crosta terrestre mais "silenciosa"; entenda



As medidas de isolamento social adotadas para conter o novo coronavírus (SARS-CoV-2) estão deixando a Terra mais silenciosa - ao menos para os “ouvidos” sensíveis dos sismógrafos. É que as atividades humanas, tais como a circulação de pessoas e carros pelas cidades, entre outras, geram vibrações que afetam as medições dos instrumentos sísmicos. Com a diminuição drástica da movimentação, menos ruído foi detectado.
Os movimentos sísmicos naturais ocorrem com distúrbios geológicos, como uma avalanche, erupção vulcânica ou até mesmo um impacto de meteoro, e não inaudíveis aos ouvidos humanos. Já as interferências que causamos nessas vibrações são chamadas de "ruídos sísmicos antropogênicos" - significa que são derivados de atividades humanas. Além de pessoas e carros nessa categoria, podemos citar as máquinas industriais e até shows de rock. Mas agora, tudo está mais silencioso.
Na Bélgica, por exemplo, os cientistas do Observatório Real, em Bruxelas, relatam uma redução de 30% nessa quantidade de ruído humano desde o início do isolamento social e quarentenas adotados no país. A Bélgica já soma quase 14 mil casos e 828 mortes, e adotou medidas como fechamento das escolas, bares e restaurantes e proibiu todas as viagens não essenciais até 19 de abril.
Outros cientistas ao redor do mundo também divulgaram as reduções, como é o caso do sismólogo Stephen Hicks, da Imperial College. Ele compartilhou dados da organização British Geological Survey que revelam uma redução da atividade sísmica no Reino Unido.
Também foi verificada uma queda radical na atividade sísmica medida em Los Angeles, nos Estados Unidos, e também em Paris, na França, e em Auckland, na Nova Zelândia. Reduções de ruído dessa magnitude geralmente ocorrem apenas por um breve momento, durante o Natal, de acordo com o sismólogo Thomas Lecocq do Observatório Real da Bélgica.
No entanto, nem todos os sismógrafos do mundo registrarão mudanças tão bruscas, de acordo com a geóloga americana Emily Wolin. É que a maioria desses instrumentos é instalada longe de cidades ou enterrada no chão, justamente para evitar as influências das atividades humanas.
Com esse “silêncio”, os cientistas agora conseguem leituras sísmicas da superfície tão claras quanto as que geralmente se obtêm quando esses mesmos instrumentos estão a 100 metros abaixo da superfície terrestre. Podemos comparar a mudança na rotina desses cientistas como se você estivesse tentando ouvir duas pessoas conversando e uma simplesmente parasse de falar.
Isso significa que as atividades sísmicas normais da Terra não foram alteradas (como tem sido divulgado erroneamente por aí). Apenas a interferência que causamos nas medições é que está bastante reduzida. Embora o preço pago para isso seja alto demais, isso está ajudando cientistas no monitoramento da atividade vulcânica e outros eventos sísmicos. Além disso, ter esses dados como meios de comparação com medições de outros períodos pode ser útil no futuro.
Se as paralisações continuarem nos próximos meses, os instrumentos de cidades em todo o mundo poderão ser mais eficientes na detecção de terremotos, por exemplo. A diminuição de ruído também pode ajudar sismólogos que usam vibrações naturais de fundo, como as de ondas do mar, usadas para sondar a crosta terrestre.
FONTE: https://canaltech.com.br/ciencia/quarentena-ao-redor-do-mundo-deixou-a-crosta-terrestre-mais-silenciosa-162822/

quarta-feira, 1 de abril de 2020

CETESB constata diminuição da poluição na Grande São Paulo durante a quarentena do coronavírus



A quarentena estabelecida no Estado de São Paulo, em função do COVID-19, provocou uma diminuição das atividades e consequentemente da circulação de veículos, reduzindo as emissões atmosféricas geradas por este tipo de fonte na Região Metropolitana de São Paulo. Desde 20/03, a CETESB tem registrado, em todas as 29 estações de monitoramento da região, qualidade do ar BOA para os poluentes primários, que são aqueles emitidos diretamente pelas fontes poluidoras.

Além do menor número de veículos em circulação, as condições mais livres do trânsito e a ausência de engarrafamentos também vem contribuindo para uma menor emissão de poluentes. A CETESB esclarece que a qualidade do ar também é fortemente influenciada pelas condições meteorológicas de dispersão dos poluentes. Deste modo, é complexo quantificar exatamente a contribuição da redução atual das atividades na melhoria da qualidade do ar, durante o período da COVID-19.

Os níveis de monóxido de carbono, que é um indicador da emissão de veículos leves em grandes centros urbanos, estão atualmente, entre os mais baixos do corrente mês de março na região. Durante esse período de 10 dias, a CETESB observou nas 13 estações que medem este poluente na RMSP, que a queda dos níveis de CO foi mais acentuada nas estações próximas às grandes vias de tráfego.

A concentração máxima foi de 1,0 ppm (média de 8horas), verificada na estação Marginal Tietê – Ponte dos Remédios, frente a um padrão de 9 ppm. Embora tenha havido uma queda dos níveis deste poluente devido diminuição das atividades, este padrão não é ultrapassado desde 2008 na RMSP, em função de programas de controle desenvolvidos ao longo do tempo.

Por outro lado, é necessário dispor de um período  mais extenso de dias  para obter uma análise mais conclusiva dos impactos advindos da redução das atividades econômicas e de circulação na qualidade do ar em todo o Estado, fundamentada em técnicas consolidadas.

Fonte: https://cetesb.sp.gov.br/blog/2020/03/30/cetesb-constata-diminuicao-da-poluicao-na-grande-sao-paulo-durante-a-quarentena-do-coronavirus/

segunda-feira, 16 de março de 2020

FIESP E CIESP CONSEGUEM LIMINAR CONTRA MUDANÇA NO CÁLCULO DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL




Cetesb fica impedida de aplicar decreto 62.973/2017 aos associados e filiados às entidades


A 12ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo deferiu em 22 de março liminar pleiteada pela Fiesp e pelo Ciesp em mandado de segurança coletivo impetrado contra a Cetesb, no processo nº 1011107-35.2018.8.26.0053, em que se pede a suspensão da aplicação do decreto estadual nº 62.973/2017 aos associados ao Ciesp e aos filiados à Fiesp.
A exigência afastada pelo Judiciário se refere a procedimento relativo ao cálculo de preços do licenciamento ambiental. Pelo decreto, a Cetesb considera a área integral da fonte de poluição como sendo a área do terreno ocupada pelo empreendimento ou atividade, passando a usar para o cálculo a área da edificação não ocupada pela atividade e que não abriga nenhuma fonte de poluição, dando maior amplitude e extrapolando a lei.
Além disso, a norma traz novo procedimento de cálculo dos preços das licenças ambientais, aumentando de forma desproporcional e irrazoável seu preço. Os aumentos estavam na casa 1.000%, sem guardar relação direta  entre o custo e os serviços prestados, onerando de forma exorbitante as empresas que necessitam de licença ambiental.
Isso levou a Fiesp e o Ciesp a ajuizar ajuizar ação buscando amparo no Judiciário para que as empresas não sofram mais essa majoração, num cenário econômico não muito favorável, tendo obtido liminar.
Segue abaixo trecho da decisão:
“…DEFIRO o pedido liminar para que a Autoridade Impetrada se abstenha de aplicar o Decreto nº 62.973/2017 às empresas substituídas das impetrantes, não as sujeitando ao novo procedimento relativo ao cálculo de preços do licenciamento ambiental e ao estabelecimento dos demais preços aos serviços afins até a prolação da sentença, quando a matéria será analisada sob a ótica exauriente, servindo a presente decisão como ofício e mandado.”

terça-feira, 3 de março de 2020

Preocupações com o abastecimento público de água!




O abastecimento público em termos de quantidade e qualidade tem sido uma preocupação constante da humanidade, devido à escassez da água e deterioração dos mananciais pelo lançamento de efluentes e resíduos, tornando-se um fator importante na transmissão de enfermidades. Durante a distribuição de água potável, a qualidade desta pode sofrer uma série de alterações, logo após a saída do tratamento, que podem comprometer os padrões de potabilidade exigidos pela Portaria nº 518/04, quando esta chega à torneira do usuário e assim, se diferenciando da qualidade da água que deixa a estação de tratamento.
Neste estudo, procurou-se avaliar a qualidade da água para consumo humano da área urbana de São Luís, fornecida pelos sistemas de abastecimento, recomendando medidas que apóiem a gestão pública dos recursos hídricos, do meio ambiente e ações de saúde, educação e mobilização social visando o acesso à água de qualidade saudável para a população. Foram coletadas e analisadas amostras de água de consumo humano na rede de distribuição dos 195 bairros que compõem a área urbana de São Luis, assim como o levantamento e mapeamento das notificações de doenças de veiculação hídrica: diarréia aguda e hepatite A, em 07 bairros da área urbana, com maior ocorrência de casos, onde se avaliou a correlação com os resultados das amostras de água fora dos padrões nesses bairros e a precipitação pluviométrica como aumento de incidência de casos.
 A significância foi feita através de teste estatístico, o qual resultou na relação de aumento dos casos de diarréia nos bairros com maior ocorrência no período chuvoso e insignificante para casos de hepatite A, doença esta que sugere ter relação com a falta de saneamento básico que se agrava com a falta de informação das formas de contágio. Foi realizada ainda, inspeção nos 04 sistemas de abastecimento de água de São Luis, para avaliar as condições das instalações e processo de tratamento e distribuição da água consumida.
Os resultados obtidos das amostras de água encontram-se em desacordo com a Portaria MS nº 518/04, que  trata dos padrões de potabilidade, assim como inúmeras não conformidades encontradas durante as inspeções nos sistemas, apontando as suas conseqüências e devidas recomendações para medidas corretivas, de acordo com a legislação vigente e as normas de boas práticas no abastecimento de água. Concluiu-se que com o atual tratamento da água fornecida pelos sistemas, a população de São Luís está exposta ao risco de contrair doenças e outros agravos à saúde, devendo ser tomadas medidas cabíveis para minimizar ou solucionar a problemática da distribuição da água, por ora exposto.
Fonte: Universidade Federal do Maranhão

sábado, 25 de janeiro de 2020

Qual a importância da manutenção do poço artesiano?





Qual a importância da manutenção do poço artesiano?

Para garantir a qualidade da água, bem como aumentar a vida útil dos poços, é fundamental uma manutenção adequada, realizada por profissionais capacitados.
Além de garantir a qualidade da água e a vida útil do equipamento, a manutenção preventiva traz ainda economia de energia elétrica.
A manutenção do poço artesiano deve ser realizada imediatamente quando ocorrer: diminuição de vazão, presença de sólidos na água, água com excesso de turbidez na partida bomba, água com sabores diversificados.

Limpeza de poços artesiano.

A limpeza consiste em recuperar as características operacionais e originais dos poços artesianos quando ocorre o depósito de materiais sólidos no fundo, assoreamento de fraturas, filtros e turbidez na água bombeada. Faz-se uma análise detalhada do estado de conservação dos equipamentos instalados no interior do poço e fornece análises física, química e bacteriológica da água.
A limpeza consiste no transporte de todo equipamento, oferta de profissionais qualificados, retirada do grupo submersível, tubulações e cabos elétricos do interior do poço tubular profundo, exame e verificação do estado de conservação da tubulação e outros itens, medição do nível estático e profundidade do poço tubular profundo antes do início dos serviços, limpeza por meio de bombeamento e turbilhonamento do poço tubular profundo com compressor e utilização de produtos químicos biodegradáveis de forma a remover as partículas sólidas, crostas de argila e óxidos de ferro, que encontram-se nas paredes do poço ou obstruindo as entradas de água. Remontagem e relatório final de ações desenvolvidas.

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