quinta-feira, 24 de setembro de 2020

SP tem 27 mil poços artesianos; saiba quem pode ter e quanto custa


A preocupação com a falta de água nos principais mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo gerou uma demanda pela criação de poços artesianos em terrenos particulares. Segundo o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica) do Estado, até setembro de 2014, foram solicitadas 788 licenças para a construção de novos poços. Mas a tendência é que, no balanço do segundo semestre do ano, os pedidos aumentem em relação ao mesmo período de 2013.

Atualmente, o Estado tem 27.312 poços cadastrados e outorgados, ou seja, dentro da lei. Desses, 2.082 ficam na cidade de São Paulo.

Mas será que esta é uma alternativa viável? Para o professor Carlos Tucci, que comanda o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e acompanha a crise hídrica de São Paulo, o poço é, sim, uma opção ao abastecimento público.

 "O poço artesiano sempre foi uma alternativa. Todos aqueles que encontraram dificuldade no passado já fizeram isso há muito tempo. Empresas e indústrias, principalmente. Inclusive, se não existissem poços individuais, essa crise poderia ser ainda pior", explica Tucci.

No entanto, o professor alerta que os poços são uma solução pontual, sem larga escala. É uma oferta para um grupo pequeno. Tem um custo, tem que ser bem feito, estudado, senão pode encontrar água imprópria ou poluir a água"

Para uso doméstico, o recurso é indicado principalmente para os condomínios, tanto de casas quanto apartamentos. Nesses casos, a economia é maior porque os custos da perfuração e manutenção podem ser divididos entre os moradores, uma vez que as obras de um poço podem custar a partir de R$ 60 mil no interior do Estado e R$ 100 mil na capital, segundo empresas consultadas pela reportagem. Embora seja menos comum, quem mora em uma residência individual também pode recorrer a essa alternativa.

No entanto, Carlos Giampá, diretor da DH Perfuração de Poços LTDA., garante que o maior interessado nessa alternativa é o setor industrial, que encontra no serviço uma solução para períodos de escassez. "Depende da necessidade do interessado. Consumidor de grandes volumes, por exemplo, acima de 2.000 m³ por mês, é o mais adequado. Mas grupos menores podem recorrer quando há escassez e restrições de fornecimento por parte da empresa concessionária de água

É só furar?

 Engana-se quem acredita que, para ter um poço em casa, é só perfurar o solo e esperar a água jorrar. Existe uma série de medidas que torna o processo burocrático, mas evita a poluição de aquíferos (grandes reservas subterrâneas de água potável) e o uso desenfreado da água. E quaisquer poços que não estejam devidamente regularizados podem ser fechados ou ter o uso proibido. Carlos Giampá explica que o próprio cidadão pode iniciar um pedido para ter um poço. "Basta possuir uma propriedade, com escritura e registro no cartório de imóveis, para poder solicitar a licença para a perfuração de um poço tubular profundo".

É só furar? Engana-se quem acredita que, para ter um poço em casa, é só perfurar o solo e esperar a água jorrar. Existe uma série de medidas que torna o processo burocrático, mas evita a poluição de aquíferos (grandes reservas subterrâneas de água potável) e o uso desenfreado da água. E quaisquer poços que não estejam devidamente regularizados podem ser fechados ou ter o uso proibido.

Carlos Giampá explica que o próprio cidadão pode iniciar um pedido para ter um poço. "Basta possuir uma propriedade, com escritura e registro no cartório de imóveis, para poder solicitar a licença para a perfuração de um poço tubular profundo".

 




O DAEE também alerta que, em locais onde já existe sistema de abastecimento público, é necessário verificar se o poço pretendido encontra-se ou não em um raio de 500 metros de alguma área declarada contaminada pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Caso esteja, o uso da água fica sujeito à manifestação do órgão. E, se a água for para uso humano, também é necessário providenciar o "Cadastro do Sistema/Solução Alternativa de Abastecimento de Água para Consumo Humano", documento emitido pelo Departamento de Vigilância Sanitária estadual ou municipal. Dependendo do porte do município, a prefeitura pode ou não disponibilizar este serviço. Se não houver, é necessário procurar o serviço estadual

Custos

Outro fator que deve ser levado em consideração antes de sair por aí registrando um pedido de licença é o custo que a obra pode acarretar. O preço de um poço depende de vários fatores: volume produzido, tipo de rochas que serão perfuradas (duras ou brandas), profundidades dos níveis de água (na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, há captações hoje entre 150 e 300 metros - algumas podem chegar a 400 metros).

 

Ainda assim, não é em qualquer lugar que a água pode ser facilmente encontrada. Na regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, por exemplo, a oferta de água subterrânea é menor que as de águas superficiais. Por isso, o indicado é fazer um estudo preliminar para verificar o local ideal para o projeto. Carlos Giampá acredita que, nessas regiões, projetos e obras podem ter custos que variam entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. Além disso, há uma manutenção anual, que pode variar de R$ 4 mil a R$ 10 mil

E não tente fugir dos preços altos. "Não realizar todos os passos necessários para a construção de um poço pode trazer desvantagens, desde o volume produzido à qualidade da água. Também é necessário ter as licenças em dia e uma empresa habilitada para realizar uma obra geológica, e não um buraco", alerta o especialista, reforçando que, em caso de irregularidades, o proprietário do local pode responder por crime ambiental, em pena que pode variar de seis meses a um ano de reclusão ou multa alta.

Além das obras do poço, os interessados também devem arcar com os gastos com encanamentos e peças que levem de fato a água dos poços a uma caixa d'água e, a partir daí, até as torneiras porpor meio de um sistema de distribuição do líquido. Essas obras podem estar inclusas no projeto do poço ou podem ser integradas ao sistema de abastecimento que o imóvel já possuir. Fique atento também aos riscos: nem sempre há como saber antes da obra a qualidade e a presença do líquido. E, após a perfuração, não é sempre que a quantidade presente na bacia perfurada conseguirá atender à demanda exigida pelos consumidores do poço.

Por fim, também deve-se levar em consideração a economia financeira gerada com o poço. "Águas subterrâneas são em geral menos custosas que as águas das concessionárias, principalmente provenientes de captações superficiais. Em São Paulo, por exemplo, a Sabesp, antes dos planos atuais de contingência, cobrava de empresas comerciais e industriais mais de R$ 12 o m³ da água distribuída pela empresa", exemplifica Carlos Giampá.

Porém, com o poço, não há mais conta de água cobrada a partir do consumo, restando apenas os custos de serviços de esgoto e de manutenção do poço. Dependendo do uso, a economia pode ser considerável.


Fonte: Uol 



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Governo prevê regulamentação do marco do saneamento em setembro


O governo federal espera editar neste mês o decreto para a regulamentação do novo marco legal do saneamento básico. A expectativa é do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Ele prevê que a redação do decreto esteja concluída em 20 dias e a publicação em até mais 10 dias. O texto será elaborado após o prazo de consulta pública sobre o tema, que termina na sexta-feira 21 de agosto.

Marinho participou, no início da tarde, de audiência pública online sobre o decreto. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) não publicou minuta do decreto, mas as sugestões podem ser enviadas pelo portal Participa + Brasil.

A elaboração da norma está prevista na Lei nº 14.026/2020. O decreto vai regular as condições para que empresas concessionárias atuem no saneamento básico, além de fixar parâmetros para a prestação dos serviços. Segundo a lei, o governo deve indicar como se dará o apoio técnico e financeiro da União à adaptação dos serviços públicos de saneamento básico nos estados, municípios e Distrito Federal.



Rogério Marinho avalia que a “iniciativa privada não vai entrar em projeto que não tenha viabilidade econômica”. Ele, no entanto, assegurou durante a audiência pública que os municípios pequenos “não serão abandonados pelo governo [federal]” e que “continuará a assistência técnica e financeira.”

Conforme nota do MDR, seis pontos estão em aberto na consulta pública: indicadores técnicos, econômicos e financeiros a serem analisados para a verificação da capacidade das empresas; as formas de comprovação da capacidade econômico-financeira das prestadoras para assinatura, renovação ou aditamento de contratos; etapas para a comprovação da capacidade das contratadas; responsabilidade pelo processo de análise e retificação das informações fornecidas pelas empresas; fontes de dados para a avaliação da capacidade econômico-financeira e sobre a prestação dos serviços; além de critérios de transparência e rastreabilidade das informações.

São serviços de saneamento básico o abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, além da drenagem e o manejo de águas pluviais (chuva). O governo federal é responsável pela política nacional do setor.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, 35 milhões de brasileiros não tem acesso aos serviços de água tratada, quase metade da população vive em locais sem coleta de esgotos, e menos da metade (46%) dos esgotos coletados são tratados.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Você se preocupa com a qualidade da água que bebe?


 

Sabia que o nosso corpo é composto por 70% de água, sendo ela responsável por inúmeras funções vitais dentro do organismo?

Por isso, é importante ficar ligado! A água deve ser pura, livre de bactérias e com ph equilibrado, afinal a ingestão de uma água contaminada pode provocar problemas para a saúde.

A Portaria de Consolidação nº 5 de 28.09.2017 do Ministério da Saúde ordena que a água distribuída pela rede de abastecimento já tenha qualidade para o consumo, portanto o caminho percorrido desde a rede de abastecimento até sua residência, seguida as orientações, é garantia de água protegida contra microrganismos nocivos.

Caso sua água venha de um poço artesiano, a legislação solicita a responsabilidade do tratamento do usuário desse poço, logo é preciso certificar-se, com profissionais capacitados, que essa água está realmente protegida.

Filtros e purificadores são boas alternativas para reduzir a concentração de cloro na água da rede pública (já tratada) e garantir a purificação para o consumo imediato. Por isso usamos o filtro ou purificador doméstico.

Procure aqueles com tripla filtragem, com capacidade de reter as impurezas da água como os filtros de barro, ferrugem e sedimentos, por exemplo. Além de controlar a proliferação de bactérias e reduzir o cloro, elimina sabores e até mesmo odores desagradáveis.

Atenção! Não é recomendado o uso da água direto do poço, mesmo passado em filtro e/ou purificador doméstico. É necessário o devido tratamento para eliminação total de microrganismos e componentes contaminantes.

Apesar da importância do consumo da água com baixa quantidade de cloro, é valioso lembrar o papel fundamental que esse composto desempenha durante o tratamento da água, mantendo a água livre de microrganismos até o estado puro de consumo. 

Portanto, características que consideram a água com boa qualidade é aquela que não carrega microrganismos patogênicos, que tenha certa concentração de cloro, para garantir a proteção da água até o momento do consumo (retirado por um purificador) e que tenha pH equilibrado.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Senado aprova novo marco legal do saneamento básico


Sessão Deliberativa Remota (SDR) do Senado Federal realizada a partir da sala de controle da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen). Ordem do dia.   Na pauta O Projeto de Lei (PL) 4.162/2019, que estabelece novo marco regulatório do saneamento básico. O projeto prorroga o prazo para o fim dos lixões e estabelece medidas para atrair investimentos privados para o setor.  O PL 4.162/2019 extingue o modelo atual de contrato entre os municípios e as empresas estaduais de água e esgoto. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.  Relator do PL 4.162/2019, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), em pronunciamento via videoconferência.  Participam: 2º suplente de secretário da Mesa Diretora do Senado Federal, senador Weverton (PDT-MA); presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).  Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em sessão remota nesta quarta-feira (24), o Senado aprovou o novo marco legal do saneamento básico (PL 4.162/2019). O projeto é de iniciativa do governo, foi aprovado em dezembro do ano passado na Câmara dos Deputados e agora segue para a sanção presidencial. A matéria baseia-se na Medida Provisória (MP) 868/2018, que perdeu a validade sem ter sua apreciação completada no Congresso Nacional em 2019. Assim, o governo enviou ao Legislativo um projeto com o mesmo tema.

O texto prorroga o prazo para o fim dos lixões, facilita a privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre municípios e empresas estaduais de água e esgoto. Pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer a critérios de prestação e tarifação, mas podem atuar sem concorrência. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

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Foram apresentadas 86 emendas ao projeto. Mas o relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), acatou apenas uma, de autoria do Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que torna mais precisa uma referência legal, sem alteração de mérito. Pelo projeto, os contratos deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto.
— Universalizar os serviços de água e esgoto até 2033 tem múltiplas dimensões. Saneamento tem efeito multiplicador na geração de empregos, saúde, educação e melhoria da qualidade de vida das pessoas — argumentou o relator.
De acordo com Tasso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, para cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4 em gastos com saúde. A OMS também estima que, anualmente, 15 mil pessoas morram e 350 mil sejam internadas no Brasil devido a doenças ligadas à precariedade do saneamento básico. O relator ainda destacou que a situação foi agravada pela pandemia do coronavírus. Segundo o senador, a atual crise torna ainda mais urgentes as mudanças propostas. Ele lembrou que cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada e metade da população não tem serviços de coleta de esgoto.
— Essa modernização é absolutamente necessária e urgente. O modelo institucional do setor precisa ser otimizado de modo a superar os graves índices hoje observados no Brasil — declarou.

Vetos

O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), anunciou o compromisso do governo com três vetos. Um deles (art. 14, § 1º) é sobre o item que trata da alienação de controle de empresa estatal prestadora, que determina que a conversão de contrato de programa em contrato de concessão não necessariamente precisa do consentimento do titular. O senador Tasso Jereisatti havia pedido o veto desse ponto, por entender que a dispensa da anuência dos municípios não contribui para a evolução do marco regulatório.
O outro veto será colocado na previsão de que os loteadores possam ser reembolsados das despesas com infraestruturas que não se destinem exclusivamente a atender o próprio empreendimento, mas representem antecipação de investimentos de responsabilidade da prestadora dos serviços de saneamento (art. 7º). Nesse ponto, Tasso disse entender que o dispositivo é um desincentivo ao adensamento das cidades e poderia ser interpretado como enriquecimento sem causa dos loteadores.
Bezerra ainda confirmou que atendeu uma demanda do senador Major Olímpio (PSL-SP) para o veto do item que trata de delegação, convênios e instituição de fundos (art. 20). Ele ainda elogiou o trabalho de Tasso Jereissati e o entendimento entre as lideranças para a aprovação do texto final. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também exaltou o trabalho do relator e disse que o Senado viveu um momento histórico com a aprovação da matéria.
— É um importante projeto, que pode reduzir as desigualdades. Saneamento é saúde. Esse assunto está represado há pelo menos três décadas em nosso país — declarou Davi.
Antes do início da votação, houve uma questão de ordem, apresentada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), para suspender a apreciação da matéria. O presidente Davi não acatou o questionamento e teve sua posição confirmada pelo Plenário. Por acordo, os destaques apresentados foram retirados e o projeto aprovado, com 65 votos a favor e 13 contrários.

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Contratos

Hoje, as cidades firmam acordos direto com empresas estaduais de água e esgoto, sob o chamado contrato de programa. Os contratos contêm regras de prestação e tarifação, mas permitem que as estatais assumam os serviços sem concorrência. O novo marco extingue esse modelo, transformando-o em contratos de concessão com a empresa privada que vier a assumir a estatal, e torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.
Pelo projeto, os contratos de programa que já estão em vigor serão mantidos e, até março de 2022, poderão ser prorrogados por 30 anos. No entanto, esses contratos deverão comprovar viabilidade econômico-financeira, ou seja, as empresas devem demonstrar que conseguem se manter por conta própria — via cobrança de tarifas e contratação de dívida.
Os contratos também deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto. Essas porcentagens são calculadas sobre a população da área atendida.
Outros critérios também deverão ser atendidos, como não interrupção dos serviços, redução de perdas e melhoria nos processos de tratamento. O cumprimento das metas será verificado periodicamente e as empresas que estiverem fora do padrão poderão sofrer sanções do órgão regulador federal, a Agência Nacional de Águas (ANA). Como sanção, essas empresas não poderão mais distribuir lucros e dividendos, se for o caso.

Blocos de municípios

Outra mudança se dará no atendimento aos pequenos municípios do interior, com poucos recursos e sem cobertura de saneamento. Hoje, o modelo funciona por meio de subsídio cruzado: as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa ajudam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores e mais afastados e nas periferias.

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Já o projeto aprovado determina, para esse atendimento, que os estados componham grupos ou blocos de municípios, que contratarão os serviços de forma coletiva. Municípios de um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. O bloco, uma autarquia intermunicipal, não poderá fazer contrato de programa com estatais nem subdelegar o serviço sem licitação. A adesão é voluntária: uma cidade pode optar por não ingressar no bloco estabelecido e licitar sozinha.

Subsídios e lixões

Famílias de baixa renda poderão receber auxílios, como descontos na tarifa, para cobrir os custos do fornecimento dos serviços, e também poderão ter gratuidade na conexão à rede de esgoto. O projeto estende os prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305, de 2010) para que as cidades encerrem os lixões a céu aberto. O prazo agora vai do ano​ de 2021 (era até 2018), para capitais e suas regiões metropolitanas, até o ano de 2024 (era até 2021), para municípios com menos de 50 mil habitantes.

Papel federal

A regulação do saneamento básico vai ficar a cargo da ANA, mas o texto não elimina as agências reguladoras de água locais. O projeto exige que os municípios e os blocos de municípios implementem planos de saneamento básico e a União poderá oferecer apoio técnico e ajuda financeira para a tarefa. O apoio, no entanto, estará condicionado a uma série de regras, entre as quais, a adesão ao sistema de prestação regionalizada e à concessão ou licitação da prestação dos serviços, com a substituição dos contratos vigentes.
O projeto ainda torna ilimitada a participação da União em fundos de apoio à estruturação de parcerias público-privadas (PPPs), para facilitar a modalidade para os estados e municípios. Atualmente, o limite de participação do dinheiro federal nesses fundos é de R$ 180 milhões.
Para melhorar a articulação institucional entre os órgãos federais que atuam no setor, será criado o Comitê Interministerial de Saneamento Básico (Cisab), colegiado que, sob a presidência do Ministério do Desenvolvimento Regional, terá a finalidade de assegurar a implementação da política federal de saneamento básico e de coordenar a alocação de recursos financeiros.

 Tarifas

Os municípios e ​o Distrito Federal deverão passar a cobrar tarifas sobre outros serviços de asseio urbano, como poda de árvores, varrição de ruas e limpeza de estruturas de drenagem de água da chuva. Se não houver essa cobrança depois de um ano da aprovação da lei, isso será considerado renúncia de receita e o impacto orçamentário deverá ser demonstrado. Esses serviços também poderão integrar as concessões.

Fonte: Agência Senado



terça-feira, 16 de junho de 2020

Você sabia que Cetesb e Vigilancia Sanitária exigem padrões de qualidade da água para uso ?




Você sabia que  Cetesb e Vigilancia Sanitária exigem  padrões de qualidade  da água para uso ?
Que exigem constância na análise de água e no monitoramento da potabilidade?
 A água é essencial para a população, para a indústria e  para a agricultura.   Seus elementos básicos na composição , suas concentrações  e proporções influenciam nos seus padrões de potabilização. 
 Caso haja algum desvio ,há possibilidade de realização de algum tipo de tratamento que ainda podem variar segundo as condições locais referente à geologia, ao clima e à atividade humana. Com isso, os processos de tratamento e análise da água devem ser adaptados de acordo com seu uso.
 A água potável é  apropriada para o consumo humano e utilizada para beber, cozinhar e lavar alimentos, além da higiene pessoal. Entretanto, a água possui uma grande variedade de elementos que podem provocar doenças e com uma capacidade única de transmitir rapidamente enfermidades para inúmeras pessoas.
 Um dos maiores riscos para a nossa saúde é a contaminação fecal. Por isso o monitoramento e a análise microbiológica da água é tão importante, ela visa garantir a potabilidade da água e proteção para saúde. Quando um alimento está contaminado com um patógeno, dezenas a centenas de pessoas podem ser infectadas, entretanto, quando a água potável está contaminada com um agente patogênico, até milhares de pessoas podem ser infectadas.
 Em todo mundo a água contaminada, normalmente,  esta associada à falta de saneamento básico e mata cerca de 1,6 milhões de pessoas durante o ano. Tendo isso em vista, o principal objetivo do tratamento de água é proteger a saúde pública.
 Sistemas municipais de distribuição têm instalações complexas para realizar o tratamento,  análise e monitoramento  da água  e visam garantir um produto com qualidade à população.
 Existem alguns tipos de análise que podem variar de simples teste de campo de um único elemento até a análise de múltiplos componentes realizada em laboratório para atendimento ao padrão de potabilidade estabelecido pelo Ministérios da Saúde  A Realização de plano de amostragem adequado as necessidades e as demandas do usuários irão definir os padrões de analise, quantitativos e Constancia de  amostragens.
CARACTERÍSTICAS, MONITORAMENTO E TESTES
As águas não devem conter concentrações prejudiciais de produtos químicos ou microrganismos patogênicos e, idealmente, deve ser esteticamente agradável em relação à aparência, sabor e odor. Algumas variáveis fornecem dados que indicam poluição, outras que permitem mapear a origem das fontes de poluição.
Assim sendo pode-se definir a  análise da água em 3 categorias de  testes e monitoramento :
1-Testes físicos: indicam propriedades detectáveis pelos sentidos, como sabor , odor e cor.
2-Testes químicos: determinam as quantidades de substâncias minerais e orgânicas que podem afetar a qualidade  e/ou contaminar a água.
3-Testes microbiológicos: mostram a presença de bactérias e outros microrganismos, características de contaminação de origem animal.
 As águas não devem conter concentrações prejudiciais de produtos químicos ou microrganismos patogênicos e, idealmente, deve ser esteticamente agradável em relação à aparência, sabor e odor
 Um amplo leque de características e compostos podem ser encontrados na água afetando sua qualidade. A segurança da água em termos de saúde pública é determinada pelas suas características microbianas, físicas e químicas. Todavia, a qualidade microbiana é geralmente a mais importante por ter  vasta amplitude e rápida disseminação como veiculo de contaminação .
 Algumas variáveis fornecem dados que indicam poluição, outras que permitem mapear a origem das fontes de poluição.
 Um plano de monitoramento das águas ,realização das analises adequadas e enquadradas na legislação irão dar aos usuários finais a garantia de minimização dos riscos de operações inadequadas de abastecimento e controle de qualidade.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Gerador de vapor passivo purifica e dessaliniza água



Gerador de vapor passivo purifica e dessaliniza água
O material esquenta ao absorver raios infravermelhos da luz solar, aumentando a evaporação em até cinco vezes .

Gerador solar de vapor
Pesquisadores suecos construíram um gerador de vapor passivo e de alta eficiência, para a purificação e dessalinização de água, usando apenas materiais baratos e naturais, como a celulose.
E, melhor de tudo, ele funciona unicamente com energia solar.
"A taxa de produção de vapor é de 4 a 5 vezes maior do que a da evaporação direta da água, o que significa que podemos purificar mais água," disse o professor Simone Fabiano, da Universidade de Linkoping.
O gerador de vapor consiste em um aerogel fabricado com celulose misturada com o polímero conjugado orgânico PEDOT:PSS.
O aerogel possui uma nanoestrutura porosa, o que significa que grandes quantidades de água podem ser absorvidas pelos poros. E o polímero tem a capacidade de absorver a energia da luz solar, principalmente na parte infravermelha do espectro, a radiação que transporta a maior parte do calor do sol.
"Uma camada de 2 mm deste material pode absorver 99% da energia no espectro solar," disse Fabiano.
Gerador de vapor passivo purifica e dessaliniza água

Esquema do evaporador solar.


Evaporador solar
Para a montagem final do evaporador solar, uma espuma flutuante é posta entre a água e o aerogel, de modo que o gerador de vapor seja mantido na superfície, qualquer que seja o volume de água. O calor do sol vaporiza a água, enquanto o sal e outros materiais ficam retidos no aerogel.
"O aerogel é durável e pode ser limpo, por exemplo, em água salgada, de forma que ele pode ser usado novamente imediatamente. Isso pode ser repetido várias vezes. A água que passa pelo sistema por evaporação se torna água potável de alta qualidade," disse o pesquisador Tero-Petri Ruoko.
A equipe está estudando como escalonar a fabricação do aerogel, para que ele possa ser produzido em larga escala.
FONTE: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=gerador-vapor-passivo-purifica-dessaliniza-agua&id=010125200511#.Xr04gWXPyUl 



quinta-feira, 23 de abril de 2020

Com isolamento, cai a poluição do ar em São Paulo




Concentração máxima de monóxido na marginal Tietê foi de 1,0 ppm



A quarentena estabelecida no estado de São Paulo, em função da pandemia do  novo coronavírus (covid-19), provocou a diminuição das atividades econômica e, consequentemente, a circulação de veículos, reduzindo as emissões de substâncias poluentes na atmosfera na região metropolitana de São Paulo. Desde o dia 20 de março, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) tem registrado, em todas as 29 estações de monitoramento da região, qualidade do ar boa para os poluentes primários, que são emitidos diretamente pelas fontes poluidoras.
De acordo com a Cetesb, além do menor número de veículos em circulação, as condições mais livres do trânsito e a ausência de engarrafamentos vêm contribuindo para uma menor emissão de poluentes. A companhia esclarece que a qualidade do ar também é fortemente influenciada pelas condições meteorológicas de dispersão dos poluentes, o que torna complexo quantificar exatamente a contribuição da redução atual das atividades na melhoria da qualidade do ar.
Os níveis de monóxido de carbono (CO), que é um indicador da emissão poluente de veículos leves em grandes centros urbanos, estão atualmente entre os mais baixos para meses de março na região. Durante este período de quarentena, a Cetesb observou, nas 13 estações que medem esse poluente na região metropolitana, que a queda dos níveis de CO foi mais acentuada nas estações próximas às grandes vias de tráfego.
“Temos redução bastante significativa nas grandes vias, mas ainda tem movimento. Mas, nos bairros, a queda na movimentação caiu e a qualidade do ar melhorou. O movimento caiu muito mais do que na época de férias, apesar do movimento ainda grande nas marginais, é uma queda drástica. Mas estamos com condições meteorológicas muito boas e isso faz também com que a poluição realmente caia bastante”, disse a gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, Maria Lucia Gonçalves Guardani.
“O CO é evidente quando se tem emissão veicular como principal responsável por emissão, quando ele cai significa que tiramos veículos nas ruas, o maior responsável pela poluição”, acrescentou.
A concentração máxima foi de 1,0 ppm (partes por milhão), em uma média de oito horas, verificada na estação Marginal Tietê – Ponte dos Remédios, frente a um padrão de 9 ppm. Embora tenha havido uma queda dos níveis deste poluente devido à diminuição das atividades, esse padrão não é ultrapassado desde 2008 na região metropolitana, em função de programas de controle desenvolvidos ao longo do tempo.
Por outro lado, destaca a Cetesb, é necessário dispor de um período mais extenso de dias para obter uma análise mais conclusiva dos impactos advindos da redução das atividades econômicas e de circulação na qualidade do ar em todo o Estado, fundamentada em técnicas consolidadas.

Política públicas

Para o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e mestre em Ciências Florestais, André Ferretti, a situação deve voltar ao que era antes da pandemia, e isso alerta para a necessidade de pensar em políticas para o meio ambiente.
“Uma vez que a pandemia passe, a situação vai voltar o que era antes. Portanto, é mais do que evidente a necessidade de se investir em políticas públicas ambientais e de mobilidade para controlar essas emissões, como incentivo a combustíveis limpos e motores elétricos, redução de transporte individual por motor a combustão, além de educação para mudar o comportamento das pessoas.”
Ele destaca, ainda, que a melhora na qualidade do ar vai ajudar quem tem doenças respiratórias. “Além disso, a queda nas concentrações de monóxido de carbono, que é um gás extremamente tóxico, vai ajudar na redução da quantidade de pessoas com problemas respiratórios, sobretudo com a proximidade do inverno, época do ano em que esses efeitos se agravam.”
A Cetesb continuará a acompanhar a situação e também permanecerá medindo continuamente a qualidade do ar em tempo real, em toda a sua rede de estações automáticas. O monitoramento pode ser acompanhado na página da Cetesb na internet, assim como nos relógios de rua e no aplicativo para celular.

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