segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Sustentabilidade: um pedido da Terra para o Ser Humano




Sustentabilidade: um pedido da Terra para o Ser Humano


Sempre que ouvimos por aí a expressão sustentabilidade, vemos o seu nome associado a uma maior conscientização sobre as diferentes formas de preservar o meio ambiente, não é mesmo? Mas o que será que significa, exatamente, essa expressão? Para que ela serve?
Sustentabilidade é a idéia de utilizar a natureza para atender as necessidades da sociedade sem comprometer as gerações futuras, de modo que elas também possam utilizar os meios naturais. Assim sendo, temos que preservar o meio ambiente para garantir sua existência para as próximas gerações a fim de que elas façam o mesmo.
Por isso, as pessoas e a sociedade em geral precisam elaborar e colocar em prática idéias para realizar o desenvolvimento da sociedade de forma que não prejudique a natureza. É por esse motivo que a expressão “sustentabilidade” é também chamada de desenvolvimento sustentável, ou seja, manter a preservação da economia sem afetar os recursos naturais.
Portanto, seriam exemplos de ações sustentáveis: deter o desmatamento, plantar novas árvores ou reflorestar áreas desmatadas, conservar os rios e demais cursos d'água, adotar medidas para diminuir a necessidade de novos recursos naturais (tais como a diminuição do consumo e a reciclagem), não poluir o ar, entre outras incontáveis medidas.
Assim, para que uma sociedade sustentável exista de verdade, é necessária a ação de todos, tanto do governo na elaboração de leis rígidas para o meio ambiente e com uma fiscalização correta quanto das instituições para conservarem os recursos naturais. Além disso, todos nós, cidadãos, também temos essa missão. Dessa forma, devemos plantar árvores, economizar água, diminuir o consumismo exagerado, produzir menos lixo, reciclar e assim por diante.
A promoção da sustentabilidade no mundo tem sido um desafio, pois nem todos os países estão, em termos práticos, dispostos a promover a conservação do meio ambiente, pois isso implicaria reduzir determinadas ações, como a produção industrial poluidora, entre outras. Por outro lado, é importante que todos compreendam a idéia de que desenvolvimento sustentável não significa crescer menos economicamente, mas fazer a economia crescer com responsabilidade ambiental.
(Fonte:escolakids/geografia)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Riscos Ambientais o que são?




Riscos Ambientais o que são?
Riscos Ambientais
Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.
A disciplina que estuda os agentes de riscos ambientais é a Higiene Ocupacional, e  na legislação brasileira se dá através do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA.
O PPRA tem por finalidade antecipar, reconhecer, avaliar e, consequentemente, controlar as ocorrências de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho quais sejam, os agentes físicos, químicos e biológicos que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, sejam capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.
As etapas da prevenção e controle dos riscos ambientais são:
1) Antecipação
Esta etapa tem uma grande importância, pois envolve a análise de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes, visando identificar os riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação.
A antecipação é considerada uma abordagem ideal para a prevenção de riscos, pois inclui: avaliação dos efeitos sobre a saúde dos trabalhadores e impacto ambiental, antes da concepção e da instalação do processo/atividade, através de:
- tecnologia mais segura e mais limpa ("produção mais limpa");
- materiais e produtos menos nocivos;
- local adequado do ponto de vista ambiental;
2) Identificação / Reconhecimento
A identificação dos riscos é um passo fundamental na prática de higiene do trabalho, pois permite o planejamento de uma avaliação confiável e define as melhores estratégias de controle.
Esta etapa baseia-se no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde dos trabalhadores, o que implica o conhecimento dos produtos envolvidos no processo, métodos de trabalho, fluxo de processo, layout das instalações, número de trabalhadores expostos, etc. Esta etapa compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado, seleção dos métodos de coleta, bem como dos equipamentos de avaliação.
3) Avaliação
Processo que mede/dimensiona/avalia os riscos para segurança e saúde dos trabalhadores decorrentes das fontes de riscos no local de trabalho. É um processo que nos permite dimensionar a exposição dos trabalhadores e tirar conclusões sobre o nível de risco para saúde humana.
É uma análise sistemática de todos os aspectos relacionados com o trabalho e permite identificar:
Aquilo que é suscetível de causar lesões ou danos.
A possibilidade de eliminar os perigos.
As medidas de prevenção ou proteção para controlar os riscos.
O objetivo da avaliação da exposição é determinar a magnitude, frequência e duração da exposição dos trabalhadores a um agente de riscos e agir preventivamente na fonte geradora destes riscos. Geralmente são realizadas para estimar a exposição dos trabalhadores aos riscos ambientais a fim de obter informações para projetar ou mensurar a eficiência de medidas de controle.

(Fonte: unifal-mg.edu.br)


domingo, 22 de dezembro de 2019

Como anda a Poluição na Terra?



Como anda a Poluição na Terra?

Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou esta semana que a poluição do ar representa atualmente o maior risco ambiental para saúde. De acordo com um novo estudo feito pela entidade, nove em cada dez pessoas no planeta respiram ar com altos níveis de poluentes; isso representa 90% da população mundial. Por causa dessa contaminação, 7 milhões mortes anualmente por doenças relacionadas a esses poluentes, como câncer de pulmão, AVC e asma, segundo dados coletados em mais de 4.300 cidades em 108 países.
Representantes da OMS lamentaram que os níveis de poluição ainda permaneçam em níveis perigosamente altos em muitas partes do mundo. “Não há dúvida de que a poluição do ar representa hoje, não apenas o maior risco ambiental para a saúde, como também é um grande desafio para a saúde pública no momento”, disse Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública, Determinantes Ambientais e Sociais da Saúde da OMS, à CNN.
O que estamos respirando?
As partículas poluentes estão em toda parte e são produzidas pelo escapamento de veículos, usinas de energia e agricultura. Cada substância que entra em nosso corpo através da respiração se liga aos pulmões e provoca diversos problemas respiratórios ou mesmo doenças mais graves. Segundo a OMS, só em 2016, cerca de 4,2 milhões de pessoas morrem por câncer de pulmão, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC) causados pela poluição. “Muitas das megacidades do mundo ultrapassam em mais de cinco vezes os níveis de referência da OMS para a qualidade do ar, representando um grande risco para a saúde das pessoas”, disse Maria.
Outra grande fonte de poluição do ar, principalmente em regiões emergentes, pode ser encontrada nas residências. A OMS afirma que mais de 40% da população mundial não tem acesso a tecnologia de cozinha limpa ou iluminação, desta forma, muitas famílias recorrem ao uso de fogões a lenha ou carvão para cozinhar e aquecer os ambientes da casa. Em 2016, a poluição doméstica foi responsável por cerca de 3,8 milhões de mortes.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Saiba Mais!!! Os 8 princípios da Sustentabilidade





PRINCÍPIOS DA SUSTENTABILIDADE

A sustentabilidade requer o uso eficiente e múltiplo dos recursos, um horizonte no tempo e opções abertas. É importante estabelecer os princípios do gerenciamento ambiental que nortearão as políticas e estratégias a serem propostas neste processo que envolve negociações com as diversas partes interessadas - que muitas vezes têm interesses divergentes.
Estes princípios são:
1 - Princípio da Prevenção
Quase sempre é mais barato prevenir a degradação e a poluição do que mais tarde consertar o estrago. Por vezes é impossível remover completamente a poluição, e o ar, a água ou o solo podem ficar permanentemente degradados. Tratamentos que apenas transferem a poluição de um meio para o outro, além de caros, não são mais aceitáveis. Por exemplo, é sempre melhor reduzir as emissões de uma chaminé pela modificação do processo do que colocando filtros. O controle ambiental deve ser integrado às outras atividades da comunidade, de forma que situações potencialmente perigosas possam ser reconhecidas logo e evitadas.
2 - Princípio da Precaução
Quando há dúvidas sobre as conseqüências ambientais de uma ação deve-se agir com cautela. Continuar uma atividade cujo impacto ambiental é desconhecido enquanto espera-se a prova científica de sua periculosidade é uma imprudência. A prova científica final pode informar que é tarde demais para reverter os malefícios. Mesmo quando não há uma relação cientificamente provada entre causa e efeito, se existem dúvidas sobre a origem do problema, justifica-se uma ação preventiva, especialmente quando há riscos para a saúde.
Assim, as decisões tanto públicas quanto privadas devem se guiar por uma avaliação cuidadosa para evitar, quando possível, danos sérios ou irreparáveis ao meio ambiente e por uma avaliação das conseqüências de várias opções.
3 - Princípio Poluidor-pagador
O princípio do poluidor-pagador já está em uso há muitos anos e parece já ser de senso comum que o responsável pela poluição deve se responsabilizar pelos custos de remediar o estrago causado. Mas para este princípio funcionar de forma sustentável é necessário atentar para alguns fatos.
A degradação também deve ser considerada como poluição. Cortar uma floresta não causa poluição direta mas degrada o meio ambiente; portanto, devem ser exigidas medidas compensatórias.
O pagamento não implica em licença para poluir. O responsável por uma atividade potencialmente poluidora não pode, após pagar ao governo uma soma calculada como suficiente para reparar os estragos, continuar suas atividades poluidoras. Ou apenas receber uma multa, ou multas repetidas, e não tomar as medidas necessárias para sanar definitivamente o problema.
Transferir a poluição de um meio para outro não é compatível com a sustentabilidade. O ônus de mudar processos e métodos para reduzir a poluição ao mínimo deve ser da indústria, mas também da sociedade, que deve questionar a necessidade e evitar o consumo de produtos de uma indústria altamente poluidora. Isto leva ao debate sobre quem é o poluidor. É fácil apontar uma fábrica como poluidora, mas ela não existiria se não houvesse demanda por seus produtos.
Assim, o consumidor também pode ser visto como uma das causas da poluição, e esta justificativa ser usada para repassar os custos das medidas anti poluição ao produto final. Mas devemos lembrar que os consumidores não têm controle sobre como a indústria gerencia seus processos de produção.
4 - Princípio da Cooperação
Todas as pessoas afetadas pelo resultado do planejamento ambiental devem estar envolvidas na formulação dos planos. Os problemas ambientais não têm limites geográficos ou burocráticos. A cooperação de todos no planejamento e implementação de ações ambientais pode facilitar o caminho.
5 - Trabalhar dentro do ecossistema
O conceito de ecossistemas urbanos não é novo. Qualquer sistema pode ser avaliado em termos de inputs e outputs. Os sistemas naturais são fechados e neles tudo se recicla. Os sistemas urbanos são abertos, importando matéria-prima de outras áreas e gerando lixo. Para trabalhar de forma sustentável é preciso fechar o ciclo, transformando refugos em matéria-prima. Este é um conceito simples, difícil de ser posto em prática. Existem muitas relações entre causas e efeitos e é necessário flexibilidade no gerenciamento ambiental para ajustar as ações de forma a antecipar possíveis efeitos negativos.
Todo recurso ambiental tem uma "capacidade de suporte" - a velocidade máxima na qual é possível explorar o recurso sem esgotá-lo, ou usá-lo para absorver ou limpar poluentes sem destruí-lo. Para algumas substâncias não existe "capacidade de suporte". Nenhum processo natural pode quebrá-las ou torná-las inócuas. É o caso, por exemplo, dos metais pesados. Sustentabilidade é criar políticas que mantenham o desenvolvimento dentro dos limites da "capacidade de suporte", e não aumentar nossas demandas indefinidamente
6 - Igualdade intra e entre gerações
A igualdade se refere à justiça, oportunidades e acesso a uma ampla gama de áreas da vida. Descreve uma relação entre pessoas e não um padrão mínimo. Para assegurar a igualdade precisamos lidar com questões de desvantagens econômicas, sociais e físicas. A igualdade intra gerações deve ser tratada como um objetivo tal como a eficiência econômica ou a integridade ambiental. Alcançar a justiça social sem dúvida requer soluções inovadoras e muito mais atenção do que vem recebendo. É importante que a justiça social seja um dos princípios nos quais basearemos nossas decisões. Para assegurar a igualdade entre gerações, a geração atual deve assegurar que a saúde, diversidade e produtividade do meio ambiente seja mantida ou melhorada em benefício das gerações futuras.
7 - Compromisso com a melhoria contínua
Alcançar um objetivo de longo prazo requer o compromisso de progresso contínuo nesta direção. É relativamente fácil gerar um surto inicial de entusiasmo e atividade, mas é necessário um compromisso com o progresso contínuo para manter o esforço ao longo do tempo. Comprometer-se a fazer progresso contínuo em direção à sustentabilidade requer que o impacto potencial de todas as atividades, mesmo as aparentemente triviais, seja avaliado e que as mudanças sejam implementadas num ritmo adequado. Quanto maior a velocidade da mudança, mais difícil e cara se torna a transição. Por exemplo, é mais fácil melhorar a eficiência no uso da água aos poucos, durante anos, do que alcançar uma melhora de 20% em um ano.
8 - Responsabilidade
Os governos locais são responsáveis perante às comunidades que servem. Devem manter as pessoas informadas de forma compreensível, não apenas sobre as decisões que estão sendo tomadas, mas também sobre as implicações destas decisões na consecução da sustentabilidade. Também devem oferecer oportunidades para que a comunidade possa opinar sobre as políticas e princípios que guiam o processo decisório.
Outros princípios a serem levados em consideração são, por exemplo:
- Ninguém deve ficar em situação pior do que a atual. Quando necessário deve haver compensação financeira, alternativas para meio de sobrevivência, etc.
- Os acordos nacionais e internacionais devem ser respeitados
- Deve se manter as opções em aberto em busca de novas alternativas
- Monitoramento da implementação das decisões
- Consulta pública com representação eqüitativa
 -Cronograma claro e razoável com um limite de tempo estabelecido
- Viabilidade econômica
- Não causar impactos irreversíveis
(Fonte: users.matrix)

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Fique por dentro!!! Saiba como funciona o tratamento de Água




Saiba como funciona o tratamento de Água

O "Tratamento de Água" é um longo processo de transformação pelo qual a água passa, até chegar em condições de uso para abastecer a população, independente da função que ela terá.
Assim, depois de captada nos rios barragens ou poços, a água é levada para a estação de tratamento, onde passa por várias etapas, que será mais complexo dependendo das impurezas existentes na água.
Etapas de Tratamento da Água
O tratamento de água é feito por químicos, biólogos, ou outros profissionais de áreas laboratoriais, que seguem várias etapas, a saber:
Oxidação: a primeira etapa do processo é misturar cloro na água para oxidar os metais presentes, principalmente o ferro e o manganês, que se apresentam dissolvidos na água.
Coagulação e Floculação: a água é misturada com o sulfato de alumínio, um coagulante que possui propriedades que ajudam a formar flocos gelatinosos, que vai servir para unir as impurezas e facilitar sua remoção. A floculação irá agitar a água, com a ajuda de pás giratórias.
Decantação: nessa etapa, a água passa lentamente pelos decantadores, permanecendo assim de 2 a 3 horas. Esse processo facilita que os flocos de impurezas se depositem no fundo do decantador.
Filtração: após passar pelos decantadores, a água vai para os filtros, onde são retiradas as impurezas que permanecem na água. Os filtros são formados por camadas de carvão ativado, que retira o odor e o sabor das substâncias químicas utilizadas. Por areia, que filtra as impurezas restantes e por cascalho que tem a função de sustentar a areia e o carão.
Desinfecção: o cloro é usado para a destruição de micro-organismos presentes na água. A ozonização e a exposição à radiação ultravioleta também podem ser usadas nesse processo.
Fluoretação: depois de ser filtrada, a água já está potável, nessa etapa é adicionado cloro e o flúor para a prevenção de cáries.
Correção do pH: nessa etapa, se necessário, é adicionado mais cal hidratado para a correção do pH.
Ortopolifosfato de Sódio: é acrescentado na última etapa, para proteger a tubulação contra a corrosão e a oxidação.
Por fim, a água está pronta para o consumo, permanecendo armazenada em reservatórios fechados e impermeabilizados, para então ser distribuída para a população.
O complemento de todo esse processo é um trabalho contínuo de conservação e vigilância, com a tomada de amostras em diversos pontos do sistema e análises físicas, químicas e biológicas, para garantir a qualidade sanitária da água a ser consumida.
(Fonte:todamatéria)


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Empreendedores criam projeto de tratamento de água a preços populares!



Empreendedores do norte do Paraná desenvolveram um projeto de microestação sustentável para tratamento de água em áreas agrícolas. Chamado Saneia, o projeto é um dos sete integrantes do Programa Natureza Empreendera, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Paraná, que até 2023 vai implantar soluções para problemas ambientais no litoral norte do estado, com o viés do empreendedorismo.
O Saneia é resultado de debates entre participantes de um dos sete grupos que reuniram 35 empreendedores, dos 70 inscritos no programa, para a apresentação de propostas que associassem renda com impacto social positivo no meio ambiente, nos municípios de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba. “Os 35 se aglutinaram em sete grupos e cada um preparou protótipos de ideias e negócios diferentes. Com o apoio dos consultores do Sebrae, as ideias se transformaram em modelos de negócios, com definição de quanto seria a receita, o público-alvo, o investimento necessário para sair do papel”, informou o coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Guilherme Karam, em entrevista à Agência Brasil.
“Para chegar ao fim dos cinco anos com bons projetos rodando e ativos, a gente precisaria fazer um programa inicial de ideação [geração de ideias] com foco em modelos de negócio. A gente foi atrás de empreendedores nesses quatro municípios, que gostariam de aliar desenvolvimento de um modelo de negócios que, além de ser rentável, gere impacto positivo para a sociedade e para o meio ambiente”, completou.
Criado por cinco moradores da região, a ideia do Saneia é tratar o esgoto local e poder reutilizar a água ou devolvê-la limpa para os rios. Para isso, o negócio prevê o desenvolvimento do Sistema Mestre, que é uma microestação sustentável de tratamento de esgoto, especialmente para atender a pequenos produtores rurais, que enfrentam a falta de coleta adequada.
“O mais interessante desse programa é que o custo de implantação é de pouco menos de R$ 500 por família. Isso é surpreendente ao se pensar no custo para ligar uma casa à rede de esgoto, quando existe”, comentou Karam.

Modelo

Na primeira fase do processo, a filtragem do esgoto é feita por plantas, que retiram a matéria orgânica e os metais pesados, atuando como um sistema de fitorremediação. Depois, a água passa por um reator de bactérias, capaz de remover 99% dos microrganismos presentes. O criador do reator, o produtor Wilson Cunha Gonçalvez, informou que construiu o equipamento porque trabalha com depuração de ostras e necessita de água limpa. “Eu precisava liberar água limpa no ambiente e inventei um reator para liberar a minha água. Veio um estalo de que poderia utilizar também na desinfecção de esgoto. Acabei fazendo um protótipo pequeno para ser acessível a moradores de áreas isoladas e pobres e em ilhas. Então, ele se tornou algo bem versátil”, disse o inventor.
Para Wilson, uma das grandes vantagens do Saneia é a possibilidade de interligação de várias casas a um mesmo sistema, o que permitirá a redução de custos divididos pelos pequenos proprietários rurais. Na utilização que fazia com o sistema de decantação, ele já tinha obtido o laudo do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), atestando a possibilidade de liberar a água no meio ambiente depois desse tratamento. “A minha água que sai direto do sistema de tratamento, por decantação, já dá reuso pelo Conama”, informou. Com a evolução do reator, a água poderá ser utilizada para molhar plantas, sem problemas no contato humano.
Segundo ele, agora, o Saneia precisa da certificação de excelência, com a qual vão surgir os investidores para garantir que mais produtores possam ser atendidos pelo Sistema Mestre. “Sem atingir a excelência, não vou pôr o reator no mercado, mas acredito que no máximo em 30 dias eu consiga atingir a excelência”, contou, acrescentando que aguarda o resultado desse outro laudo.
Maria Alice de Moraes, participante do projeto que criou o Sistema Mestre, está otimista com a sua implementação. “A ideia é que o projeto vá para a frente. Estamos super empolgados e animados e procurando formas de fazer isso acontecer”, disse.
De acordo com a Fundação Boticário, a operação da microestação requer uma equipe de três pessoas para fazer a manutenção, possibilitando ainda a criação de empregos na comunidade.

Acesso à coleta

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), indicam que quase 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto e aproximadamente 54% dos esgotos do país não são tratados. “Acredito que a força desse projeto é tentar diminuir essa taxa, pelo menos em alguns locais do país, nessa questão de esgoto. Todo cidadão deveria ter na sua casa um sistema de saneamento decente”, afirmou Maria Alice, lembrando que, em Antonina, 70,63% da população não têm tratamento de esgoto. “É extremamente precário. É esgoto a céu aberto e pessoas que morrem por alguma contaminação. É bem complicado”.
Maria Alice, que estuda Tecnologia em Gestão Ambiental, alertou que no litoral paranaense, onde se desenvolve o Programa Natureza Empreendedora, a falta de saneamento ainda se reflete na poluição das praias. “A gente vê a quantidade de esgoto jogada nas praias, além de causar vários problemas à saúde, que é um ponto principal, ainda faz com que a gente perca o turismo e várias coisas que teria com um local limpo”.
O Programa Natureza Empreendedora começou em 2018 com o objetivo de identificar o potencial empreendedor, aliado à conservação da Mata Atlântica, em alguns municípios da região do Lagamar paranaense.

Área preservada

Guilherme Karam destacou que o local onde o projeto é desenvolvido integra a maior área remanescente contínua de Mata Atlântica conservada no Brasil, com quase 2 milhões de hectares de floresta continua, numa região que vai do norte de Santa Catarina ao sul de São Paulo. “Para conservá-lo, uma das formas é por meio do empreendedorismo positivo. A gente entende o estímulo a negócios de impactos positivos, que são os que, além de gerar lucro, deixam impacto positivo para a sociedade e para a natureza. É um caminho interessante para gerar conservação da biodiversidade”, disse.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Fique por dentro!!! Qual a diferença entre ativo ambiental e passivo ambiental?



Fique por dentro!!!


Qual a diferença entre ativo ambiental e passivo ambiental?

Toda atividade econômica gera impactos ambientais, em menor ou maior grau. A amplitude do dano ambiental depende do porte da empresa, da natureza do negócio, das matérias-primas utilizadas, do ciclo de produção e dos recursos e investimentos aplicados. No entanto, por menor que seja o dano ambiental, a empresa é sempre responsável pela adoção de medidas para minimizar este impacto, recuperando ou compensando a degradação decorrente de suas operações.
Ativo ambiental e passivo ambiental: quais as diferenças?
Ativo ambiental
Os ativos ambientais da empresa abrangem máquinas, equipamentos, estoque de insumos, peças e acessórios já adquiridos e utilizados na contenção e eliminação de impactos ambientais. Entram na conta de ativos ambientais: investimentos em pesquisa, tecnologias, instalações, equipamentos, maquinário, entre outros recursos que têm o objetivo de controlar os impactos ambientais decorrentes do processo produtivo, que envolve o uso de recursos naturais e a geração de resíduos poluentes.
Passivo ambiental
Fazem parte do passivo ambiental as obrigações assumidas pela organização,  de maneira voluntária ou não, para recuperar, preservar e proteger o meio ambiente. Também constituem o passivo ambiental as obrigações que proporcionam benefícios para o meio ambiente, como a utilização de recursos de modo sustentável.
O passivo ambiental deve ser incluído no balanço patrimonial da empresa, assim como os investimentos e aplicações de recursos para conter, eliminar e recuperar danos ao meio ambiente (ativos). Nos processos de privatização e venda de empresas, o passivo ambiental é um elemento importante para a tomada de decisão, uma vez que implica em custos para os novos donos. Identificar o passivo ambiental de uma empresa é imprescindível para evitar prejuízos futuros.
Quais as diferenças?
A principal diferença entre esses dois conceitos é que o ativo ambiental abrange tudo o que a empresa faz antes de iniciar suas operações para controlar os impactos ambientais, enquanto o passivo ambiental corresponde aos investimentos e ações realizados para recuperar os danos causados ao meio ambiente. Ativo e passivo ambiental devem ser usados em demonstrações sobre os investimentos que a empresa realiza para reduzir, eliminar e compensar os danos ao meio ambiente.
(Fonte:fragmaq)

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