O estudo recente sobre a vazão dos rios brasileiros revela um cenário preocupante de interação entre águas superficiais e subterrâneas. Segundo a análise, em mais da metade dos casos avaliados, a relação entre aquíferos e cursos d'água está comprometida, com os poços apresentando níveis inferiores à superfície dos rios, evidenciando uma inversão na recarga natural.
Esse fenômeno, associado à superexploração dos aquíferos, pode desencadear a desconexão hidráulica entre essas reservas, afetando drasticamente a disponibilidade hídrica. Regiões como a bacia do São Francisco e o Matopiba demonstram alto risco, pois a extração intensa e descontrolada de água subterrânea acelera o rebaixamento dos níveis freáticos, interferindo na perenidade dos rios.
A hidrogeologia aplicada sugere que a gestão integrada dos recursos hídricos é essencial para evitar a exaustão das reservas subterrâneas e garantir a sustentabilidade dos sistemas hídricos interligados. Medidas como o monitoramento contínuo da piezometria, a regularização da perfuração de poços e a aplicação de técnicas de recarga artificial devem ser implementadas para mitigar os impactos da exploração excessiva.
Diante desse cenário, é imprescindível que políticas públicas considerem a dinâmica hidrogeológica na formulação de estratégias de conservação hídrica, evitando o colapso dos aquíferos e garantindo a resiliência dos rios brasileiros frente às pressões antrópicas e climáticas.
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